49º GRAMMY AWARDS
Em fevereiro tem o 49º Grammy Awards. A cerimônia será em Los Angeles, capital da Califórnia do governador Scharzenneger. Os indicados aos dois prêmios de Blues são:
Best Traditional Blues Album: - Brother To The Blues Tab Benoit with Louisiana's Leroux [Telarc] - Bronx In Blue - Dion [Razor & Tie] - People Gonna Talk - James Hunter [Rounder] - Guitar Groove-A-Rama - Duke Robillard [Stoney Plain] - Risin' With The Blues - Ike Turner [Zoho Roots]
Best Contemporary Blues Album: - Live From Across The Pond - Robert Cray Band [Vanguard] - Sippiana Hericane - Dr. John & The Lower 911 [Blue Note] - Suitcase - Keb' Mo' [Epic] - Hope And Desire - Susan Tedeschi [Verve Forecast] - After The Rain - Irma Thomas [Rounder]
Este blogueiro torce por Tab Benoit na primeira categoria, porque o cara só faz álbuns bons, a regularidade do guitarrista é espantosa. Estou ouvindo o álbum Wetlands dele, no momento que escrevo essa nota. Mas se Duke Robillard faturar, também está legal. Na segunda categoria a torcida é por Keb Mo, porque o cara é muito bom. Mas se o caricato Dr. John faturar também acho bacana. Que fique claro, minha torcida é pelos artistas que mais gosto, não pelos álbuns (que na verdade são o motivo do prêmio), mas e daí? Viva o Blues
Escrito por Snow às 22h01
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B.B. KING - FAREWELL TOUR
Demorei, mas voltei a escrever por aqui. Para marcar esse retorno, falo sobre o show de B.B. King no Via Funchal pela Farewell Tour. Sem banda de abertura, sem fricote, direto ao ponto. Se a minha memória não falhar eram os mesmos (e ótimos) músicos da banda que acompanhou o rei do Blues na sua última passagem pelas terras brasileiras.
Para não perder o costume e aumentar a expectativa, a rapaziada da banda dá uma bela canja antes do B. B. King subir ao palco. Uma beleza de som e improviso. A banda era composta por uma guitarra, um baixo, um batera, um tecladista e quatro figuras nos arranjos de metais. Então, um dos senhores da banda anunciou a atração principal. Lá vem ele!
B. B. King é uma lenda. Você percebe quando ele entra no palco. O sujeito tem uma aura diferente. O público aplaude de pé por um bom tempo, como deve ser. Sentado desde o início do show por problemas de saúde, o bluesman tem mais presença de palco que muita gente inteira por aí. Com sua guitarra Lucille e banda a postos, o primeiro hit. Everybody ask me why I sing the Blues. Uma boa e curiosa escolha, talvez uma resposta. B.B. King tem 81 anos, sendo 60 deles de carreira no Blues.
O show seguiu e a temperatura só aumentou. B. B. King parecia mais agressivo na guitarra (dentro dos seus padrões, claro) e muito empolgado. A banda teve seu espaço para os improvisos e não decepcionou. B. B. era preciso como sempre, com poucas e excelentes notas. Ainda tem um vozeirão potente. Brincou e conversou muito com a platéia. Fez inúmeras caretas. Usou um inglês extremamente simples. Fez elogios para as moças. Tocou para elas You are my sunshine, música tradicional americana e fez o Via Funchal cantar. Com essa música, quem diria? Isso mostra o nível do cidadão.
Uma bela versão de When the saints go marchin in, também tocada na última turnê por aqui, fez a platéia se divertir novamente com esse clássico imortalizado por Louis Armstrong. Na seqüência final, vários clássicos, como Rock me Baby, How Blue Can You Get e Key to the Highway. A saidera obrigatória foi The Thrill is Gone, excelente como sempre. Mais uma salva de palmas de pé por um longo tempo, como deve ser. Não há biz, porque não precisa. O rei do Blues cumprira sua missão. B. B. King vai embora, feliz da vida e o público também. Quase duas horas de show. Seria esta a última vez que o vi no palco? Espero que não. Vida longa ao B. B. King!
Escrito por Snow às 21h46
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