Um ás da gaita morreu de repente, Paul DeLay, no dia 7 março. Ninguém esperava. Teoricamente, ele morreu de um caso não-diagnosticado de leucemia. As informações são meio confusas.
Esse cara era de Portland, nasceu em 1952 e cresceu em Milwaukee. Ficou alucinado com o som das gaitas de Blues quando tinha 8 anos, ouvindo Paul Butterfield tocar Good Morning Little Schoolgirl. Suas inspirações são os clássicos Big Walter Horton e Little Walter e posteriormente Charlie Musselwhite e George Harmonica Smith.
DeLay tentou piano, guitarra e bateria, mas foi na gaita onde se saiu bem mesmo. Teve uma banda chamada Brown Sugar nos anos 70, tocando na região de Portland. Depois viajou com o pianista Sunnyland Slim e o guitarrista Hubert Sumlin.
No início dos anos 80 começa a escrever suas canções. Com a sua banda, gravou alguns discos por gravadoras independentes. O cara virou um brincalhão na gaita e cresceu com um estilo West-Coast, que mistura elementos do Blues com Jazz, Swing e Boogie, influenciado pelo explosivo William Clarke. Ambos são mestres na gaita cromática, aquela do botãozinho. DeLay, inclusive, canta muito bem.
Porém seus problemas com álcool, pois é, só aumentaram no decorrer dos anos. O rapaz mamava mesmo, atrapalhando sua banda, que viajava muito e tinha agenda cheia. Do álcool DeLay partiu pra cocaína. O cara se ferrou por essa. Foi até preso. Ficou 3 anos no xadrez. Nesse período criou muitas músicas, muito material. Quando saiu da prisão, em 1995, gravou coisas excelentes. Os destaques ficam para dois álbuns, Take it from the turnaround (1996) e Ocean of Tears (1997).