OUVI O VENCEDOR DO GRAMMY - HOPE AND DESIRE DE SUSAN TEDESCHI

Esta é a capa do disco que venceu o Grammy de melhor álbum de Blues Contemporâneo. Se merecia ou não é outra discussão. Como o estilo está numa fase de transição, boiando num limbo total, vale registrar que a nova geração do Blues é extremamente competente. São músicos muito superiores aos antigos. As composições estão mais bacanas. A técnica e qualidade de gravações dão de 10 na época de ouro da Chess Records, com uma ajuda evidente do avanço da tecnologia. O álbum de Susan Tedeschi é muito bom. Muito versátil sem perder a personilidade. A música Evidence é espetacular. Não toca em rádio porque em rádio todo mundo é burro, por isso a internet derrubou os caras. Eles sempre foram desonestos e interesseiros. Mas isso é outro papo.
Fato é que, uma geração tão bacana pode ficar perdida, ou pro bem ou pro mal. A diferença dessa geração pra turma do Muddy é evidente. Os velhões começaram a parada toda. Do nada. Sem aulas ou teorias de música. Instinto. Negociações com o demônio. Personalidade. Os caras revolucionaram a música. Esse é o ponto mais importante. Outras duas coisas: o momento histórico/social que viviam os blueseiros dos anos 40-50 eram perfeitos para a solidificação do Blues. E o último ponto, falta um símbolo de Blues. Os maiores são B. B. King e Buddy Guy, que já eram ídolos há muitos anos. E Clapton, que é nosso embaixador, mas é um blues-roqueiro britânico. O cara já fez mais que a encomenda. Ninguém novo surgiu desde Stevie Ray Vaughan para carregar a pesada coroa de ídolo de multidões. Uma pena, o estilo vai ficando cada vez mais esquecido.
Inclusive na Fnac da Avenida Paulista de São Paulo não existe mais a seção com os Cd´s de Blues. Eu recomendo muito essa nova geração: Susan Tedeschi, Derek Trucks, Keb Mo, Kelly Joe Phelps, Mark Hummel, Robben e Mark Ford, Jonny Lang, Tommy Castro, Corey Harris, Tab Benoit, Jimmy Tackery e por aí vai. John Lee Hooker dizia que o Blues é um sobrevivente. E um curandeiro. Nele eu creio.
Escrito por Snow às 23h18
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SEGUNDO CROSSROADS
Eric Clapton, sempre ele, anunciou a realização do segundo Crossroads Guitar Festival, a ser realizado no dia 28 de julho em Chicago. A renda dessa história toda vai para o Crossroads Centre, uma instituição fundada por Clapton em Antiqua (pois é) para tratamento e reabilitação de jovens dependentes de drogas. Presenças confirmadas: B.B. King, Buddy Guy, John Mayer, Willie Nelson, Vince Gill, Sheryl Crow e Jeff Beck. Além de Clapton, óbvio.
A primeira edição do festival, com ícones da guitarra do Blues e do Rock juntos, rendeu um DVD duplo que foi um dos DVDs musicais mais vendidos no mundo. Fica a expectativa líder para os novos nomes que confirmarão presença nesse belo encontro. E aquela ponta de frustação de saber que não veremos isso no Brasil.
Escrito por Snow às 23h02
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