DEFINIR BLUES
Comprei por impulso na banca de jornais por módicos e mais que honestos 11 e poucos dinheiros, os cds de lançamento da Coleção Folha - Clássicos do Jazz. Um álbum de Nat King Cole e outro do meu estimado Herbie Hancock. Congratulações para a rapaziada que montou o projeto. Os argumentos de sempre são inválidos, como "vamos popularizar o jazz" e outros blablablas. Isso é bobagem. Mas pra gente que é pobre e curte, é uma boa opção. O CD é como um mini-vinil, com textura e tudo, muito bonito. O livro-encarte bem montado, belo projeto gráfico.
No final dos livros tem um Glossário. Existe a definição de Blues. Segue: "BLUES - forma musical de origem afro-americana, mãe de todos os gêneros da música que se desenvolveram nos EUA, do jazz ao rap.
De fato. Além do jazz e do rap, passa pelo rock n´roll, soul e rythim n´blues, pra citar alguns. Quem aprende a tocar um instrumento sabe que existe a Escala de Blues, ou Escala Pentatônica Menor. É o único estilo de música que tem essa honra. Não existe Escala de Jazz ou Escala de Rock ou Tonalidade Erudita. O Blues está lá, no começo da brincadeira.
Uma pena que tenham acabado com o estilo, em termos de massa. Provavelmente por ter vindo de escravos norte-americanos do sul, algo que a América gostaria de ter apagado da sua História. Não extinguiram da memória graças a jovens meio malucos da - sempre ela - Inglaterra, como Stones, Yardbirds e até os Beatles, que trouxeram este som de volta aos EUA e fizeram os americanos re-descobrirem Muddy Waters, Howlin´ Wolf, Robert Johnson e outros. E o Jazz que a Folha de São Paulo está trazendo vale a pena como introdução nesse belo estilo musical, que no seu início (Louis Armstrong, só pra começar) era um primo-gêmeo do Blues e ambos estilos se confundiam. Uma beleza.
Escrito por Snow às 23h40
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NOVAS VELHAS BANDAS
Claro que é um papo de boteco, mas vale levantar a bola pra ser chutada. Como antigas bandas andam se juntando para levantar uns trocados não? Lá vem o Police por aqui. O Led Zeppelin se reunirá novamente para alguns shows. Eric Clapton e Ginger Baker estão preparando a volta do Blind Faith para alguns shows (como se o primeiro precisasse disso, enfim...).
Obviamente é um negócio lucrativo. Junta-se músicos, tocam os clássicos, compre a camiseta, compre o botton e depois o DVD. Já imaginaram se Elvis estivesse vivo? Seria uma doidera. Mas não é isso o assunto, e sim, por quê os velhos músicos atraem tanta atenção? O público está tão velho assim, sem conhecer ou curtir novos sons? As bandas novas não conseguem atingir maturidade, pois são atropeladas pela tecnologia e dessa forma seus hits jamais virão clássicos? Faltam band leaders, como o Rei do Rock, como Muddy Waters, um Axl Rose? Daqui a 5 anos, a reunião de bandas antigas ainda será motivo de celebração e oba-oba? Sem os canais tradicionais de divulgação - rádio e MTV - uma banda se perde no emaranhado de kbps da internet? O que isso tem a ver com Blues?
Escrito por Snow às 12h08
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